Ontem foi o enterro do guarda da minha obra de construção. Ele foi morto na noite de Sábado, por dois jovens que guardavam terrenos vizinhos porque eles queriam roubar o nosso cimento, que estava lá para a construção da nossa casa. Foi uma tristeza quando soubemos da notícia, eu nem queria acreditar que o haviam morto e para roubar apenas 60 sacos de cimento! Quanta maldade! E o pior é que o Boror (nome do guarda falecido) os conhecia e inclusivê muitas vezes eles estavam no nosso terreno, para conversar com ele e mesmo quando nós fomos à obra, no Sábado à tarde, um deles estava lá, cumprimentou o meu marido e ficou a conversar com o guarda falecido. Que frieza!
Mas eles todos foram apanhados e foram presos, no Domingo: os dois jovens que o mataram, o motorista que foi buscar o cimento e a esposa do motorista. Esse motorista é dono de um estaleiro e foi com ele que os jovens que mataram o meu guarda combinaram vender o cimento, à metade do preço. A polícia descobriu que esse motorista vende material roubado no estaleiro dele. O nosso cimento, recuperamos e vamos buscar amanhã, mas a vida do meu guarda já se foi, infelizmente.
Ele é o que está comigo e com o David no colo, na foto acima, no nosso terreno. O David gostava muito dele, era só chegarmos ao terreno que começava logo a chamar: “Boiô, Boiô”, agora ele não estará mais lá e o David não entenderá porquê. Iremos fazê-lo entender com o tempo, agora ele é ainda muito pequeno para entender.
Tenham todas um dia de paz de Jesus.
Beijinhos









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